Olha o viral!

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Em seu livro “Cultura da Convergência”, Henry Jenkins se refere à convergência como um “fluxo de conteúdos através de múltiplos suportes midiáticos, à cooperação em múltiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam”.

Nos dias de hoje, com o advento da internet, a cadeia que sempre sustentou o mercado de comunicação, ou seja, onde há uma hierarquia entre produtores e consumidores, se esvaiu.  Com a internet, os que eram apenas consumidores, agora também produzem e participam ativamente da cadeia da comunicação.

Este efeito pode ser confirmado, além de outros, através de um vídeo que circula atualmente pela rede. Trata-se de um trecho do filme “A Queda”, onde Hitler, já diante da eminente derrota, descarrega sua raiva diante dos membros do partido que estão em sua sala. O que circula na rede não é apenas uma reprodução da cena, mas uma apropriação da mesma, em que internautas a legendam, fugindo do que seria a tradução real. Temas como o fim do mundo, Michel Teló, rebaixamento do Palmeiras, entre outros, são introduzidos e colocados no universo da cena, de modo a criar diversos significados ao mesmo vídeo. Normalmente tais apropriações são caracterizadas por tom cômico e temas “do momento”.

No vídeo aqui postado a referencia é o game, de sucesso demasiado, Zelda. Hitler se enfurece ao descobrir que Zelda não é o personagem principal, o garoto, mas sim a princesa. A partir de então segue uma série de reclamações, enfurecimentos e referencias do jogo em questão e de outros além.

O tema abordado é recorrente nos meios digitais entre fãs e simpatizantes do jogo em questão; seja em fóruns, comunidades ou eventos de fãs, a piada causa alvoroço entre os gamers.

Depois deste post, digam adeus a Nintendo

Até a próxima e olha o contra!

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Olha o universo Pokémon!

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O desdobramento de mídias entre outras mídias é algo que vem acontecendo com muito mais frequência após a globalização. Um projeto pensado inicialmente para uma plataforma pode vir a ser adaptado em outro tipo de mídia, e por assim vai. Algo como um jogo, que pode acabar virando um filme, ou vice-versa, isso acaba fazendo com que o produto tenha mais visibilidade e alcance um número maior de visualizações.

O projeto Sutura é um exemplo desse tipo de pensamento multimidiático. Pensado inicialmente como um curta-metragem interativo com certos momentos de escape game, criamos uma página no Facebook como uma forma de divulgação, e isso acabou repercutindo como parte do projeto, quase como outra ramificação, coisa que não tinha sido pensada anteriormente, mas que acabou sendo adaptada e que se encaixou perfeitamente. O futuro blog que será feito, tendo o jogo disponível para todos, incluindo fotos de making-of; e o totem instalado no próprio Senac também são outros desdobramentos do projeto.

Pokémon

O universo da franquia Pokémon começou inicialmente com os jogos eletrônicos RPG Pokémon Red e Blue, para o vídeo-game portátil da Nintendo, o Game Boy, em fevereiro de 1996. Fruto de criação do programador japonês Satoshi Tajiri e seu amigo designer, Ken Sugimori, a série se expandiu de forma estrondosa, passando de jogos eletrônicos para mangás, um jogo de cartas estilo TCG (Trading Card Game), um anime que se estende até hoje, atualmente com 15 temporadas, além de seus 14 filmes já lançados.

“Em tempos desconhecidos, criaturas estranhas apareceram nesse planeta. Nós os chamamos de Pokémon. Por muitos anos, incontáveis espécies de Pokémon se desenvolveram. Pesquisadores procuraram e identificaram centenas dessas criaturas. E ainda há muitas mais para serem descobertas. Muitas histórias foram passadas contando as extraordinárias aventuras que os humanos compartilham com seus amigos Pokémon. Também houve conflitos, mas através das eras, aprendemos a viver em harmonia e assim a história continua…” – Trecho inicial do filme Pokémon 8: Lucario e o Mistério de Mew.

Fora a repercussão que a série teve no mundo real, é importante pararmos para analisar ela a partir de seu interior. Esse trecho citado acima explica bem e de forma rápida e reduzida o que seriam esses tais Pocket Monsters (título do original em japonês, que posteriormente foi reduzido apenas a Pokémon).

Pokémons são criaturas de um mundo como o nosso, porém, por serem de um universo ficcional, elas têm poderes especiais. No entanto, apesar de serem diferentes, os Pokémons foram baseados em criaturas já existentes no mundo real, e que convivem conosco. Isso é facilmente notável se pararmos para comparar certos personagens com os animais que vivem a nossa volta. Não apenas animais, mas também objetos.

Animais como ratos, pássaros, gatos, cachorros, borboletas, lagartas, porcos, macacos, patos, cisnes, cobras, entre outros. Vários outros também entre velas, candelabros, ovos, fantasmas e outras criaturas não identificáveis.

150 Pokémons

Desafio vocês a dizer o nome de todos os 151 Pokémons da foto! (essa é fácil, vai..)

No entanto essa repercussão da série não tem apenas pontos positivos, muitos críticos, religiosos e protetores dos animais e da natureza ainda criticam a série por diversos motivos.

Pela maioria dos personagens se assemelharem a certos animais do planeta Terra, a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) criou uma paródia do jogo incentivando os jogadores a pararem de “maltratar os animais” (no caso, os Pokémons). Em uma versão extremamente exagerada, Pikachu e outros Pokémons das novas temporadas aparecem acorrentados, com machucados, cobertos de sangue e suplicando para pararmos com a tortura aos animais. Isso é apenas um de vários outros acontecimentos do mesmo gênero, que envolveram a série.

A coisa mais ridícula que eu já vi na minha vida...

A coisa mais ridícula que eu já vi na minha vida… (Clique na imagem para jogar)

Apesar de muitos não saberem, há diferenças entre essas adaptações feitas entre os vários tipos de mídia, como por exemplo, na adaptação do jogo eletrônico para o anime, quem conhece apenas o desenho animado não deve saber que um dos protagonistas da história,
Ash Ketchum, não existe no jogo. Ele foi feito apenas para que tivéssemos um personagem que mostrasse tudo o que há nesse mundo, no anime.

A série atingiu várias gerações, e marcou a infância de muitos. Obviamente tem um poder muito mais forte no Japão, lugar onde foi criada, porém com a criação do anime seus horizontes foram se expandindo, levando o mundo Pokémon para o ocidente. Nos Estados Unidos, o anime está entre os cinco desenhos animados mais assistidos de todos os tempos, perdendo apenas para Os Simpsons, O Rei do Pedaço, Arthur e South Park.

POR QUE FECHARAM? OH GOD WHYYYYYYY?

Para se ter uma ideia de como a série teve uma expansão gigantesca, podendo até ser comparada em partes com o modelo Disney de produção, no Japão existem lojas específicas (Pokémon Center, mesmo nome dado a um local da série) que são vendidos apenas produtos da série, e em 2005 a franquia também teve um parque de diversão temático móvel, o PokéPark, no Japão e em Taiwan. Além de rumores de que seria aberto um PokéPark nos Estados Unidos em 2013.

Apesar de a febre ter passado e de antigos fãs se revoltarem com a criação de cada vez mais personagens, a série continua forte, e continua crescendo cada vez mais.

Concluindo, o desdobramento entre diversos tipos de mídia é a forma mais fácil de conseguir abranger um maior número de público, e atingir mais pessoas. Quanto mais o material é redobrado em outras plataformas, esse material atinge aquele público que não necessariamente estão em contato com o primeiro tipo de mídia, portanto, é como criar novas ramificações, novos meios de, cada vez mais, ter seu material reconhecido por pessoas em contato com os mais diversos meios de comunicação.

Tenham um bom resto de dia. ♥

Olha o video mapping!

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Esse é o vídeo da premiere de lançamento do jogo “Kingdom Hearts 3D – Dream Drop Distance” (para o portátil Nintendo 3DS), que aconteceu em março desse ano, lá no Japão.

O jogo já foi lançado mundialmente, quem quiser testar é uma ótima pedida! Ele chegou aqui no Brasil dia 28 de Setembro (véspera do meu aniversário, aaah ♥) e é claro que eu comprei logo na estréia. *-*

Enfim…

Retomando o assunto dos games de personagens, de como um personagem é importante para um game, e etc, vemos aqui o quanto os personagens do jogo influenciaram a vida das pessoas, e como eles foram incorporados no evento.

Podemos ver a partir de 1:20 que um modo de entreter os visitantes do evento foi pegar uma arma utilizada no jogo, e trazê-la para a vida real. Como podemos ver, a Keyblade interage com a projeção através de um sensor de movimento. Isso além de ser possível interagir com os personagens da projeção, utilizando somente os movimentos do nosso corpo.

O termo video mapping, é utilizado para essas projeções feitas em grandes superfícies, como podemos ver no vídeo a partir de 2:35.

Por hoje é só, tenham uma ótima semana! ♥

Olha os Affords!

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Existem games que contam histórias? Games de personagens, o que seria? E afinal o que seriam os affordances?

Quem aqui for gamer já deve saber do que eu estou falando, afinal, existem vários gêneros, um para cada gosto. Há aquelas pessoas que gostam mais de uns jogos rápidos, simplesmente para passar o tempo, mas outras gostam de se envolver com o jogo, entrar no mundo que ele nos proporciona, e até mesmo ter um carinho especial por um personagem, ou não gostar de outro.

Sentimentos assim são mais comuns com quem assiste a filmes, desenhos ou seriados, mas isso também é possível acontecer com os jogos! (e eu sou uma prova disso)

Kingdom Hearts é um jogo da Square Enix, original do PlayStation 1. Muita gente pode se apegar com esse jogo pois ele já traz personagens comuns e que a maioria já conhece: os personagens do mundo da Disney!

É claro que o jogo não tem só personagens dos filmes da Disney. O personagem principal, Sora, é original do jogo, assim como sua amiga Kairi, e seu amigo Riku (a ruivinha e o de cabelinho cinza, da foto acima). No jogo a ilha onde vivem os três amigos afundou nas trevas, e é a partir daí que Sora vai ficar sabendo que existem outros mundos além desse que ele vive. E quais seriam? Os mundos dos filmes da Disney, é claro. Temos o mundo da Pequena Sereia, do Estranho Mundo de Jack, a baleia do Pinóquio (ela é um mundo), entre outros.

No jogo, Sora se junta com Pateta e Donald em busca de seus amigos perdidos, e também para livrar cada mundo Disney das trevas, salvando-os dos Heartless. O único personagem que podemos jogar é Sora, porque é o protagonista. O jogo infelizmente é de 1 player, mas temos 2 parceiros, que dependendo de cada mundo, podemos trocar o Donald ou o Pateta pelo Peter Pan, por exemplo.

Como todo jogo de narrativa, há muitas partes animadas, para entendermos a história. Cada mundo tem algo especial, na Terra do Nunca por exemplo, nossos personagens podem voar ao se tornarem amigos de Peter Pan. E adivinha só quem são os chefões finais de cada mundo? É claro que na Terra do Nunca, seria o Capitão Gancho!

Com o Sora podemos bater, pular, voar, nadar, defender, entre outras coisas mais. Todos os botões serão especificados no início do jogo, o que cada um faz, e etc. É necessário lembrar que precisamos de dinheiro para comprar escudos novos para o Pateta e cajados para o Donald, assim eles ficam mais fortes e te ajudam melhor! 😀

Já deu pra ter uma boa ideia do que se trata o jogo, não é? Além desse, há muitos outros da série, o último que saiu foi o Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance, que ainda estou no começo, mas assim que tiver um tempo a mais de jogo posto uma review aqui para vocês!

Aos nintendistas de plantão! (ou não) Quem nunca ouviu falar de The Legend of Zelda? E não vamos vir com piadinhas de chamar o coitado do Link de Zelda né, por favor.. :/ Haha, enfim, Skyward Sword é um dos jogos da série The Legend of Zelda, e foi lançado para o nosso querido Wii (amor eterno, haters gonna hate ♥) em novembro de 2011.

Admito que ainda não zerei esse jogo, (mas eu JURO que estou bem pertinho do final, só que estou enrolando mesmo XD) mas já dá pra ter uma boa ideia sobre a história. Se for analisar a narrativa (da série INTEIRA) cronologicamente, esse jogo seria considerado o primeiro, por ser o responsável em contar o começo de toda a série.

Como os jogadores de Zelda já devem saber, Link, o protagonista, sempre utiliza vários equipamentos extras (não é só a espada e o escudo não!) que ele vai adquirindo ao longo do jogo, e o ajudam a finalizar certas tarefas que só são possíveis com o uso delas. Armas como arco e flecha, um besouro voador mecânico, estilingue, flores-bomba, chicote, rede caça-insetos, e até mesmo a harpa da Princesa Zelda.

Como podemos ver no vídeo acima, para derrotar o boss Koloktos foi necessário o uso do chicote para soltarmos o braço dele.

The Legend of Zelda é um perfeito exemplo de jogos de personagem. O protagonista Link é um dos personagens mais marcantes da história da Nintendo (um dos motivos, é porque quem não conhece, insiste em chamá-lo de Zelda). Nesse jogo da série, a relação jogador-personagem é bem mais forte, devido às opções de jogo que o Wii nos proporciona.

Utilizar o wii remote como a espada, já nos faz sentir como se nós mesmos fossemos o personagem. Cada movimento feito por nós, é reproduzido por ele.

Com o nunchuck acoplado ao wii remote, controlamos a direção para onde o personagem anda, e durante a luta, ele vira o nosso escudo! Com o botão C temos uma visão do que podemos seguir com a espada, o botão B nos permite escolher qual equipamento será utilizado, e com o botão A corremos por um certo período de duração, indicado por uma bolinha verde na tela ao lado do personagem (se ultrapassar, o personagem fica cansado e anda devagar até recuperar suas forças).

O cenário é 3D, com o C também temos a visão em primeira pessoa, e conseguimos olhar pra cima, pra baixo, pros lados, pra trás, e pra tudo quanto é canto. Afinal, esse é um dos recursos mais utilizados, porque no jogo temos várias coisas escondidas pelo cenário, e se não prestarmos atenção em cada detalhe e algo passar despercebido, podemos ficar horas e horas parados no mesmo lugar sem saber o que fazer.

Agora vocês devem estar se perguntando: tá, legal, e daí? E as perguntas no começo do post? POR QUE TUDO ISSO?

Bem, vamos resumi-las então! Aqui vão elas, uma por uma:

Existem games que contam histórias? Mas é claro que siiiiiim! Te dei dois exemplos aqui, dentro MILHAAARES de outros games. Hoje em dia a industria dos games vem crescendo muito. Esse mundo que era baseado e influenciado pelo cinema, cresceu tanto que agora ELE está influenciando o próprio cinema! (Silent Hill, por exemplo. :D)

Games de personagens, o que seria? São jogos nos quais temos um personagem que iremos jogar para todo o sempre! Um personagem tão forte, que às vezes tem um nome mais forte que o próprio jogo, como o Link, ou a Lara Croft.

E afinal o que seriam os affordances? Chegamos à última pergunta. Affords são aqueles objetos que o cenário do jogo proporcionam ao personagem certas ações: uma caixa para subirmos (como o Link consegue arrastar uma caixa para subir nela e chegar a certo local, por exemplo). As caixinhas “?” que voam, e os canos que te levam a um outro lugar, no cenário 2D do nosso amigo Mario, entre muitos outros. Além das affords fornecidas pelo próprio personagem: sua habilidade de pular, pegar objetos, rastejar, correr, entre outros.

Bom, é isso o que tem pra hoje, digam nos comentários os jogos que vocês acham que se encaixem nesse perfil!
Tenham um bom resto de dia. ♥

Olha o Doodle God!

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Para quem não se esqueceu dos conteúdos básicos das aulas de ciência na escola ou aos que a memória mesmo que fraca consegue relembrar pequenos detalhes pois era mais legal virar a carteira para trás e conversar com alguém, vale relembrar os pequenos flashes sonoros que ouvíamos nas aulas de forma lúdica com o jogo  Doodle God. A proposta inicial é conceder grandes poderes movendo apenas o mouse sem muito esforço físico para isto. O jogador assume o personagem Doodle God e preenche o vázio que Deus deixou na terra, algo como levante este traseiro preguiçoso e vá fazer a sua casa para você morar pois minha parte já esta cumprida. Porém esta versão é de um Deus longe do gênesis e mais centrando na alquimia.

O jogo é bem instrutivo, nas telas iniciais há uma introdução narrativa sem interação que resume em formato de ficção. Deus criou o Ar, Terra, Fogo e Água. Estes são os tijolos e cimento para a construção do universo e a vida. Somos inicialmente pequenos alquimistas no inicio da partida ( joguei ate transformar 30 elementos dos 115 e não encontrei a pedra filosofal ).

A posição assumida pelo jogador cria a ilusão de onipotência ao transformar o mundo, porém está liberdade que é criada é limitada por um número de possibilidades de combinações jogáveis. O jogador está preso as regras que o engenheiro do jogo estabeleceu e que é camuflada pelas regras de combinação de elementos conforme as leis físicas e químicas, um exemplo como Fogo e Terra forma a Lava mas Poeira e Terra ou Lava e Fogo não formam nada.

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O sonoro é explorado em uma ambientação que mistura mistério e mergulho em uma dimensão infinita. Estilo new age para verdadeiramente acalmar os nervos. Se você se irrita fácil quando o nível do jogo vai aumentando vai demorar para que isto ocorra ouvindo esta música.

Já que o jogo se trata de física e química cabe lembrar da lei de Lavoisier ‘Na natureza,nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.’ O jogo cria a ilusão de pequeno Deus devido a grande variedade de combinações que ganham uma maior verossimilhança graças as leis físicas e químicas conforme explicado. Esta ilusão funciona como uma caixa dentro de outra caixa, onde cada um acha que esta no controle mas é submisso a um sistema. O jogador de Doodle God está limitado as regras do engenheiro do jogo, mas ele crê ser omnipotente e poderoso. Iludido também é o engenheiro do jogo que acha que esta criando mas esta a mercê das regras da engenharia da computação, ou seja só transformando, assim ele também esta dentro de outra caixa. Aos criadores da engenharia da computação estão a um nível mais acima  mas também fazem parte deste ciclo finito das caixas. Talvez a ultima caixa seja um personagem semelhante ao Doodle God, mas  quem é afinal Ele? Para chegar ate la é necessário muito Gardenal no sangue.

http://www.kongregate.com/games/Badim/doodle-god

Olha a Molleindustria!

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Continuando o assunto dos jogos da La Molleindustria, aqui vamos nós para uma review rápida sobre o site em geral e alguns outros jogos.

No site há 21 jogos disponíveis de diferentes gêneros. Temas envolvendo política, religião, economia, relações sexuais, aquecimento global, cultura e etc. Para saber mais sobre eles, vocês também podem conferir o blog deles clicando aqui!

Agora vamos falar de alguns específicos, e que mais me chamaram a atenção. Começando com o tema: cultura!

The Free Culture Game é um jogo bem simples, seu objetivo é distribuir cultura livre -e grátis- para a população e impedir que toda aquela burocracia de Copyright não deixe as pessoas sem conhecimento. A jogabilidade é bem fácil, basta você passar o mouse perto das bolinhas de conhecimento para que elas cheguem às pessoas, sem que sejam sugadas pela máquina de consumo.

Comparando esse jogo com o nosso dia-a-dia, ele nos lembra bem a principal ideia da Wikipedia, que tem  o mesmo objetivo: conhecimento livre à todos.

Run, Jesus Run! é um jogo cujo tema é a religião (ORLY?). Ele lembra muito o nosso querido Super Mario Bros, do NES, quem aí concorda? 😀 é pura nostalgia. Mas pra jogar, você tem que ser rápido, afinal, você só vai ter 10 segundos para correr no tempo e “do Jesus things” (a.k.a.: resgatar a humanidade). Eu por exemplo, não consegui deixar todo mundo feliz, e no final só cheguei a ter 8 apóstolos no máximo. :/ mas enfim..

É um jogo bem simples, mas devido ao tempo limite de 10 segundos, pelo menos pra mim não foi muito fácil, afinal eu nem consegui terminar né? Quem sabe mais tarde.

Já falamos de cultura, religião, então por que não economia e capitalismo? É exatamente sobre isso que se trata o McDonald’s Videogame. Um jogo do qual o objetivo principal é muito simples: ganhar dinheiro. E se você pensa que é fácil, pode ir repensando no assunto.. até mesmo para os melhores empresários do mundo, controlar uma multinacional desse porte não é uma tarefa muito fácil. Isso porque você não tem que apenas vender os lanches, mas também acompanhar o processo desde o pasto com os nossos queridos boizinhos, e alimentá-los muito bem para que engordem e virem um bom hambúrguer. Cuidar dos seus funcionários, verificar se estão se comportando bem (OU se estão cuspindo na comida dos clientes!), fazer reuniões de estratégia de marketing, e muito mais!

Seria muito interessante se cada um de vocês experimentassem o jogo e comentasse aqui no post qual foi o seu record (até sua empresa falir), que tal? \o/

Olha o jogo!

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No site Molleindustria existem muitos jogos de diversos gêneros. Mas não se enganem, não são jogos comuns, eles são especiais! E por quê? Já te digo, amigo…

Se fazem críticas usando filmes, músicas e textos, porque não fazê-las com jogos? Sim, este é o objetivo, e diria muito bem alcançado pelo site Molleindustria. Nele há diversos jogos, em que você pode estar na pele de racistas, pedófilos e malfeitores. São críticas irônicas contra instituições e hipocrisias da sociedade em geral. Dentre todos esses jogos há um em específico do qual vamos nos adentrar. Seu nome é Faith Fighter. Neste belo jogo, você escolhe dentre um deus ou personagem de diversas religiões dadas e os fazem travar uma batalha. Há a opção de jogar com um oponente real ou com o computadorzinho. Sua jogabilidade e interface é baseada em jogos como Street Fighter, gráficos simples e golpes utilizando comandos do teclado. Como no Street Fighter há os poderes especiais, peculiaridades de cada Deus ou personagem. Os fundos variam, de acordo com as religiões e cidades pertencentes as mesmas.

No jogo há a versão censurada e a normal. A versão censurada é igual a normal, com a exceção de que na censurada o personagem Mohamed tem seu rosto tampado por uma tarja preta. É uma clara crítica às diversas retaliações que ocorrem quando se usa a imagem “indevida” de um Deus ou herói religioso, por parte de religiosos xiitas. A própria estrutura do jogo, em que Deuses ou religiões travam batalhas é uma crítica à toda uma história de conflitos e guerras que ocorreram e ainda ocorrem envolvendo religiões ao longo da história. Este jogo, assim como os outros do site, forçam o jogador a se posicionar na pele do infrator, o malfeitor. Seja ele um pedófilo, racista ou gerente de uma empresa gananciosa e não preocupada com qualquer moral.

Por hoje é só amiguinhos. Cuidado com os golfinhos e não se esqueçam…

Olha o contra! 😉

Aloha!